breaks my heart cause All the Long Nights is one of my favorite films of the 2020s but I've got nothing on this one. was thinking and thinking but it rushed by like a express train without leaving a mark. something about alienation and loneliness (themes usually up my sleeve) but at this point I'm more like making up stuff and got nothing to add. I've no idea what this wanted from me but maybe that's appropriate as well, enhancing my depression? apparently it's scoring well - winning the leopard in locarno - so good for them!
Directed by Sho Miyake
Two Seasons, Two Strangers
旅と日々
An atmospheric, slow-burn drama.
In summer, Nagisa and Natsuo meet by the sea. Their vacant gazes reflect each other as they exchange awkward words and wade into the rain-drenched ocean. In winter, Li, a screenwriter, travels to a snow-covered village. There, she finds a guesthouse run by Benzo.
Where to watch
Two Seasons, Two Strangers isn't screening in cinemas right now.
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Cast & crew
6What people say
“ não importa o que eu faça, nada parece dar certo, nunca conheci ninguém mais azarado do que eu “ É muito especial a forma como Sho Miyake utiliza a sutileza das conexões em seus filmes para abordar as nuances de um vínculo emocional, apesar desse tema ser bastante recorrente em suas obras, ele sempre encontra uma maneira de surpreender através de cada encontro inesperado. Em Two Seasons, Two Strangers, ele cria uma metalinguagem cinematográfica, utilizando o próprio cinema e a criação de um filme como contraponto ao isolamento dos protagonistas, o tempo que o diretor leva para desenvolver a história de cada um dos personagens estabelece um lirismo muito sutil e melancólico. Natsuo e Nagisa, que são parte da criação de Lee, evocam esse lado profundo e pessoal da escritora, não estamos vendo apenas um mundo ficcional se desenvolvendo em meio à narrativa, mas como isso se revela sendo uma extensão das variadas formas de solidão que habitam a própria criadora. De um jeito bem sensível, esses dois personagens vão se conectando em meio a paisagens paradisíacas, a passagem deles por esse lugar, embora passageira, revela algo quase efêmero sobre a natureza dos encontros inesperados, essa proximidade surge como um sentimento compartilhado, mesmo que eles não estejam sentindo tudo exatamente igual, há uma espécie de reconhecimento silencioso que se estabelece entre eles, e talvez seja justamente aí que o filme encontra sua dimensão mais significativa. Durante esse processo, a atmosfera que vai se formando introduz um tipo de cinematografia mais natural, onde o mar se funde aos sentimentos tão profundos mostrados em tela, diferente dos outros filmes de Miyake, que possuem aquela paleta mais terrosa e sóbria. Quando a história retorna para a vida da escritora Lee, as coisas mudam, retornando para a estética já reconhecida do diretor, e com apenas um detalhe visual a obra já ganha algo ainda mais conceitual, e eu amei a forma como isso foi feito.Voltando para a vida de Lee, acompanhamos logo em seguida as reações ao seu filme, em um quadro de perguntas e respostas, vemos como ela interage com as pessoas à sua volta, então percebemos o quanto ela é calma e paciente, mesmo sendo tímida. Lee possui uma ternura quase frágil, que reflete diretamente no seu estilo de escrita, seguindo os moldes de sua criação, ela decide que o melhor para si nesse momento seria viajar, só que o completo oposto acontece em relação ao ambiente escolhido anteriormente, já que a neve está presente em todas as partes. Novamente, nesse cenário mais solitário e discreto, Sho Miyake explora o poder das conexões em situações nada previsíveis, sugerindo que o encontro humano é, antes de tudo, uma colisão silenciosa de subjetividades. Nessa passagem nada planejada, compreendemos que o que permanece não é necessariamente a continuidade dessas relações, mas o impacto que elas deixam, como pequenas marcas invisíveis que seguem ecoando mesmo depois que tudo parece ter se dissipado.Esse filme conversou diretamente com questões que estou vivenciando no momento, e enxergar parte de mim nessa história foi verdadeiramente tocante, apesar de não ser igual à protagonista, eu me senti um pouco na pele dela, e não tem nada mais comovente que isso.“ Estou numa gaiola de palavras, talvez viajar seja uma tentativa de escapar das palavras “
Sho Miyake is one of those directors who suddenly stands there, almost unnoticed, and with a quiet hand carries the most beautiful light into the dark. A Japanese filmmaker whose last two films were among the understated highlights of the Berlinale. All the Long Nights and Small, Slow but Steady have created something like a cinema of new shyness. Shyness not only as a character trait of his figures, but as an aesthetic principle.How else to describe these gentle, tentative images that make snow glow even in the deepest darkness? In Two Seasons, Two Strangers, this tentative reaching begins between a man and a woman in summer, on the beach. Both outsiders, spooked by life, seeking stillness in isolation. They find each other—only to lose each other again, because they are merely characters in a film being written by Lee, a Korean screenwriter who finds no way into her surroundings in Japan.In deep winter, Lee retreats to write again, to recover her creative spark. She meets Benzo, the taciturn landlord—and the two have nothing to say to each other. But in the heavy snow a plan takes shape, and at its end Lee, in her splendid isolation, finds herself. At absolute zero, she begins to write. The koi carp adventure that happens in between feels like the shyest adventure in recent cinema.But the way Miyake wraps these gentle, old-fashioned souls in a cocoon of trust and compassion, the way he lets them keep their dignity without ever condescending to them—that’s something rare in today’s festival cinema. Next stop: Berlinale competition. Care to bet?
What is Two Seasons, Two Strangers about?+
The film features two quiet stories: a summer encounter between two strangers at the seaside and a winter journey by a screenwriter visiting a mountain village.
Who directed Two Seasons, Two Strangers?+
It is directed by Sho Miyake, the Japanese filmmaker known for his celebrated work on All the Long Nights and Small, Slow but Steady.
Has Two Seasons, Two Strangers won any awards?+
Yes, the film won the Golden Leopard at the 2025 Locarno Film Festival.













